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Carência afetiva - Inimiga número um do nosso crescimento

Carência afetiva é um distúrbio de caráter emocional que se esconde em nosso íntimo, mas que pode ser bem trabalhada pela psicanálise atingindo a plena compreensão de si mesma, dando a pessoa uma vida muito melhor.


Uma pesquisa feita pela psicóloga Lídia Weber com três mil crianças e adolescentes, onde analisou os questionários, preparados pelo Grupo de Análise do Comportamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR), chegou a conclusão de que:
  • 33% dos pais estão com seus filhos e lhe dão muito afeto. São participantes, envolvem-se com suas questões, assim como, lhes dão muitas regras e limites claros.
  • 45% dos pais são negligentes em relação aos filhos. São pais ausentes, que não dão regras, nem comandos e por outro lado, também não participam e não dão afeto.
  • A falta de afeto pode gerar futuramente problemas de comportamento nos filhos. A afetividade determina a atitude geral da pessoa diante de qualquer experiência de vida, promovendo os impulsos motivadores e inibidores; fazendo com que ela perceba o mundo e a realidade de maneira agradável ou não, gerando o que chamamos de Carência Afetiva.
Ouve-se com freqüência a frase:
— “Tive uma infância sofrida, por isso fiquei com uma carência afetiva muito grande”.

Esse tipo de depoimento provoca imediatamente simpatia e compaixão. Surge uma vontade de proteger a pessoa que teve um passado doloroso. É evidente que muitos falam frases parecidas justamente para provocar esse tipo de reação, por esperar uma espécie de pagamento por danos sofridos na infância. Outras crescem derrotadas porque não foram capazes de ultrapassar os obstáculos.

Tudo depende da força interior de cada indivíduo e dos estímulos que ele recebe de pessoas próximas. Vivências infantis influem de modo muito variado sobre como virão a ser os adultos que passaram por elas. De todo modo, considerar-se muito prejudicado ou traumatizado pelo que se teve de enfrentar será sempre um sinal de fragilidade, não de força.

A expressão “carência afetiva” sugere que algumas pessoas têm maior necessidade de aconchego do que outras. Que as mais carentes têm direitos especiais, adquiridos em função de uma história de vida particularmente infeliz.

Aqueles que se colocam como carentes tiveram vivências pessoais similares às da maioria das pessoas. Além do mais, não é necessário ser particularmente carente para gostar, e muito, de ser tratado com amor, carinho e atenção.

O que acaba parecendo é que as pessoas mais egoístas — indiscutivelmente as mais fracas, apesar de serem agressivas e parecerem ter “gênio forte” — usam esse tipo de argumento para obter maior atenção e carinho do que estão dispostas a dar. O prejuízo do passado terá de ser recuperado nos relacionamentos afetivos atuais, de forma que receber mais do que dar. É um argumento bastante maroto, mas capaz de sensibilizar os bons corações que, com facilidade, se enchem de compaixão e de culpa.

A expressão “estou carente” corresponde também a um pedido indireto de atenção e afeto. Não creio que se deva pedir amor. Ou uma pessoa está encantada comigo, e estará disposta a ser amorosa e dedicada de forma espontânea, ou eu devo fazer uma séria autocrítica. Em vez de pedir amor e atenção, talvez eu devesse me ocupar em dar-lhe amor. A retribuição virá espontaneamente.

É muito comum as pessoas usarem o termo “carência afetiva” para definir o comportamento inadequado de alguém. Mas temos que tomar muito cuidado para não estarmos tomando uma atitude leviana, pois a carência afetiva é algo muito mais profundo, que faz sofrer e atrapalha tremendamente a vida de quem carrega essa marca da infância, desde que não transforme esta marca em vitimismo.

O ser humano começa a formar sua índole desde o seu nascimento e tem a influência do meio ambiente, local onde vive, educação, exemplos, atendimento de suas necessidades, orientação, etc. Esses componentes contribuem radicalmente para a formação de seu caráter e sua personalidade e das descobertas que faz de si mesmo.

Desde que nasce até o dia em que morre, principalmente nos primeiros anos de vida, o homem precisa receber amor, afeto e carinho para que possa se desenvolver de maneira adequada, de acordo com sua realidade. Dessa forma, aprende a ter responsabilidade, respeito, disciplina, limite e vontade de conquista. Torna-se capaz de lidar com as frustrações, com o medo, com a angústia e com as limitações. Depende desse aprendizado, a forma que a pessoa irá se posicionar perante a vida.

Se alguém na infância recebe em certa medida o amor, o carinho, o afeto, o apoio e - por que não? - também a bronca, mas sente-se valorizado, estimulado, elogiado, bem como corrigido, desenvolve-se de forma adequada. Se, pelo contrário, vive num ambiente desestruturado, em que não é ajudado a se desenvolver, a se descobrir, a participar, a se posicionar, sua personalidade fica esburacada, perturbada. Um desses buracos é formado pela carência de afeto. Quando não o recebe na dosagem que ele entende que necessitava, a pessoa se ressente, carregando essa deficiência como um pesado fardo pela vida afora. Se não entender o porquê desse vazio interior que sente, e não tentar superá-lo, será uma pessoa muito infeliz, porque sempre estará insatisfeita, por mais afeto que receba. Numa comparação corriqueira, sua vontade de comer será sempre maior que a comida que esta na mesa.

Estas pessoas são mal-amadas e não resolvidas consigo mesmas. Não gostam de si e se julgam incapazes de serem amadas, porque não foram satisfeitas quando crianças na área do afeto.

A carência afetiva é irmã gêmea da rejeição. A pessoa sente-se rejeitada porque não recebeu ou recebeu “dose” mínima de amor e afeto. Não se sente amada porque, de certa forma, se encolhe, não acreditando e não confiando em si.

Mas se não acredita nela mesma, é porque não recebeu esse crédito, ou não lhe ensinaram que podia. Resultado: sua vida é marcada pela revolta, pela apatia, pelo isolamento, pela agressão, pela fuga e muitas vezes pela tirania. E impossível avaliar os estragos que a carência afetiva ocasiona dentro da pessoa.

Essa forma de ser e agir faz sofrer em excesso quem é vítima desse mal, pois o afasta dos colegas de trabalho, dos amigos e da família. É que ele se torna tão egoísta e frio que não sabe transmitir afeto para os outros. Tem medo de mostrar seus sentimentos.

Quando alguém percebe que precisa muito de afeto, de carinho, e que não vive no presente, mas quer compensar o passado que não teve, não conseguindo superá-lo, tem de procurar ajuda. E um sinal claro de que a carência afetiva o está dominando e chegou o momento de sair de si, para administrar essa verdade que não quer aceitar.

Parece frio falar dessa forma, mas é possível aos que são mais equilibrados chegar à conclusão de que, se não foram amados na infância por determinadas pessoas, hoje podem ser amados por milhares de outras, desde que a pessoa aprenda a se amar e se respeitar.

Se não tiveram pais que os amaram da forma como necessitavam, pode ter um irmão, um filho, um amigo, alguém que os respeite, os admire. E por esse lado que se deve pender, a fim de superar e preencher um pouco esse vazio. A lacuna ficou, mas é possível remediá-la, colocando um novo amor, preenchendo a vida com o afeto pêlos outros e deixando-se amar. Isso é que lhe dará forças para vencer essa barreira. Quando a pessoa não se ama e não se sente, amada, dificilmente consegue superar seus limites. É possível compensar essa falta dando afeto, em vez de só querer recebê-lo.

Aquele que sente que seu comportamento não está natural, tem de procurar a causa disso. Já que a carência faz sofrer tanto, é preciso buscar soluções e jogar fora o negativo que impregnou sua vida. Deve-se eliminá-lo para poder ser feliz, sentir-se amado, contente, satisfeito, afetuoso, sensível, sem medo e sem ficar com aquele vazio no estômago eternamente. Se a pessoa souber administrar bem seus sentimentos, conseguirá superar essa situação.

Conforme dissemos no início, carência afetiva é uma doença de caráter emocional que se esconde no íntimo do indivíduo, mas que pode ser bem trabalhada, dando a pessoa uma vida muito melhor.

Publicado em 24/03/2009 às 14:58 hs, atualizado em 04/09/2012 às 15:37 hs

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