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Regressão de memória - uma visão psicanalítica

Gostaria de conversar sobre um tema um pouco diferente, mas muito polemico... Regressão de Memória. Discorrer sobre este tema, é uma tarefa difícil e de grande responsabilidade, pois se trata de um tema polêmico abordado por vários segmentos teóricos. A Regressão de Memória e Vidas Passadas é questionada pelo Holismo, pelo Espiritismo, pela área Mística, pela teoria Junguiana, etc.


Todos buscam explicação e entendimento deste desconhecido e misterioso movimento da vida psíquica. Outro aspecto que dificulta discorrer sobre o tema, é que estamos falando do psiquismo humano, onde cada indivíduo tem a sua compreensão do conteúdo teórico de acordo com o seus referenciais internos.

A Minha proposta é compreender e utilizar a técnica de Regressão de Memória e Vidas Passadas, dentro de um enfoque psicoterapêutico, tendo corno embasamento teórico a Psicanálise. E uma viagem ao conhecimento teórico e psíquico buscando uma ampliação da consciência humana, e da ciência.

O termo Regressão está definido, no Dicionário Aurélio, como: "o ato ou efeito de regressar,de voltar, retorno, regresso".

A expressão "Regressão de Memória" originou-se de um termo francês "regression de Ia memorie", que contém os dois elementos básicos da idéia, isto é, tempo e memória.

Só podemos voltar ou retornar a algum lugar, no espaço e no tempo, onde já estivemos antes.

Psicoterapeuticamente, a Regressão de Memória de vidas Passadas é um processo, espontâneo ou induzido, que permite ao paciente, através de lembranças e sentimentos, re-lembrar, re-viver e compreender experiências passadas marcantes. no período atual de vida ou em momentos pregressos, que tenham ligação com os problemas psíquicos ou somáticos do momento atual.

Estas experiências marcantes estão reprimidas no inconsciente, e os conteúdos podem ser acessados através da utilização de técnicas terapêuticas como a Regressão de Memória e Vidas Passadas.

A técnica de Regressão de Memória e Vidas Passadas permite ao terapeuta quebrar, com mais facilidade, os mecanismos de resistência, entrar em contato com este conteúdo reprimido, e fazer uma re-ligação significante.

Consideramos a Regressão de Memória e Vidas Passadas, uma técnica que permite ao paciente re-viver traumas que foram inconscientemente reprimidos, que podem ter ocorrido no momento atual de vida, na adolescência, na infância, no nascimento ou na vida intra uterina.

As vivências de existências passadas são aquelas que não se tem registros durante este momento de vida.

A Regressão de Memória do momento atual, pode ser identificada pelas lembranças ou fatos confirmados pelo paciente ou familiares, mas a mente inconsciente trás outros registros que não podemos certificar, então chamamos Vidas Passadas, ou poderia ser outra nomenclatura.

Começou-se a utilizar esta nomenclatura após os trabalhos publicados por Brian Weiss.

Em um trabalho terapêutico, pouco importa se as experiências com regressões representam existências reais ou não, o que realmente interessa é que a regressão de memória é conhecida como um instrumento eficiente na psicoterapia, as respostas e questionamentos de que se são vidas passadas ou não, não são tão importantes quanto os resultados terapêuticos alcançados, pois sabemos, pelo conhecimento psicanalítico, que os registros reprimidos pelo inconsciente são constituídos de vivências traumáticas reais, e também de vivências fantasiosas.

Se estas lembranças, que não se tem registro na vida atual, são realmente vidas passadas ou não, não se sabe.

Denominamos este processo de re-vivências passadas, como uma forma de linguagem simbólica do inconsciente, onde as questões são tratadas metaforicamente.

E para criar metáforas, a mente inconsciente recorre a todos os recursos disponíveis (lembranças perdidas, história da humanidade, imagens, livros, conversas, devaneios, fantasias, etc), esquecido há muito tempo.

Quando precisa enfrentar dilemas, a mente inconsciente utiliza suas defesas, criando, deformando ou simbolizando o material disponível. Pela visão psicanalítica, o inconsciente é atemporal, o que faz com que as vivências se tornem reais.

No início da Psicanálise (1890 a 1897), no plano teórico, a etiologia da neurose se referia a experiências traumáticas passadas. Neste período se constituiu a teoria do trauma e da ab-reação (descarga emocional), onde o indivíduo qualifica e intensifica um acontecimento pessoal.

TRAUMA é um termo grego que significa ferida, e deriva de furor: designa uma ferida com efração; é uma lesão resultante de uma vivência violenta externa. A psicanálise retomou este termo com Freud, transpondo para o plano psíquico três significações: choque violento, uma efração e a conseqüência sobre o conjunto da organização psíquica.

Freud em 1920, em Além do Princípio do Prazer, apresentou uma representação figurada, como o trauma sendo a “vesícula viva", que é mantida ao abrigo das excitações externas, e o aparelho psíquico tem como tarefa mobilizar todas as forças disponíveis para estabelecer contra investimentos, fixar no lugar as quantidades de excitações afluentes, e permitir o restabelecimento das condições de funcionamento do prazer.

O trauma é uma experiência desprazerosa e agressiva vivenciada pelo indivíduo, tanto física quanto psiquicamente, o que resulta na retenção do afeto como ele é originalmente.

Este afeto retido só pode ser liberado através de uma descarga emocional, caso contrário permanecerá como trauma psíquico.

AB-REAÇÃO, é a exteriorização, através de uma descarga emocional, de algum afeto ou recordação de um acontecimento traumático.

A tradução da palavra ab-reagirem freqüentemente empregada por Freud como sinônimo de catarse, é a remoção de obstáculos emocionais à livre expressão de idéias e sentimentos reprimidos, através de atos e conversas que se desenrolam em um quadro exclusivamente terapêutico.

A técnica de Regressão de Memória de Vidas Passadas permite que o terapeuta chegue a estes traumas mais rápida e diretamente, por ser uma técnica indutiva que utiliza meios para poder quebrar resistências do Consciente e atingir os conteúdos traumáticos inconscientes, provocando uma descarga emocional, possibilitando a re-vivência destes conteúdos.

A indução poderá ser feita pelo método hipnótico (utilizado por Freud), ou usando técnicas terapêuticas como a visualização criativa, musicoterapia, respiração, e outras mais..., que fazem com que haja uma alteração de consciência, facilitando que o inconsciente venha à tona. Com a regressão, o conteúdo inconsciente traumático torna-se consciente, e há também uma descarga do conteúdo emocional.

Essas vivências são associadas com a representação dos instintos de conservação e de preservação do indivíduo, dando novas significações. Com esta técnica psìcoterápica trabalha-se com a quebra de resistência inconsciente, favorecendo a remoção dos obstáculos, a liberação da energia fixada e uma elaboração significativa.

Retomamos os conceitos da Psicanálise no sentido de a regressão poder ser um instrumento eficaz para quebra das resistências do Consciente, e poder chegar aos conteúdos traumáticos inconscientes.

O processo de elaboração é feito, onde, as representações psíquicas são religadas a um novo significado.

A Psicanálise considera a 1ª lnfância (de 0 a +ou- 7 anos), como sendo a base da constituição da estrutura Psíquica do sujeito. A estrutura psíquica se dá durante o desenvolvimento da sexualidade.

Sexualidade não designa somente às atividades e o prazer que dependem do funcionamento do aparelho genital, mas toda uma série de excitação e de atividades presentes desde a infância, que procuram um prazer irredutível (respiração, fome, função de excreção, sede, etc.) e que se acham, a título de componentes, na forma dita normal de amor sexual.

Freud dividiu este desenvolvimento em fases:
- Oral - o predomínio do prazer - desprazer, é pela sucção que se dá na relação bebê-mãe, físico-afetivo; dependendo da intensidade do desprazer ocorrerá urna fixação que poderá se transformar em trauma; nesta fase onde se dá muito dos problemas de falta ou excesso de prazer das pessoas.
- anal - o predomínio do prazer - desprazer é pela defecação-retenção; e nesta fase onde se aprende a ter controle sobre as coisas, então pessoas muito controladoras, ou pessoas que se deixam controlar, com certeza tem uma grande parte de problemas fixado nesta idade.
- fálica-genital - para Freud ocorre por volta dos 3 anos, onde a zona genital torna-se predominante.

Nesta fase ocorre a curiosidade das diferenças dos sexos. É uma fase onde a presença do pai (terceiro), ganha importância e significação.

É nesta fase que se dá o complexo edipiano, onde ocorre o processo de identificação.

E nesta fase que muitas pessoas podem fixar problemas de ordem do Poder, Saber ou não mandar e ser mandado, Saber ou não lutar pelo que e seu e assim por diante....
- latência - período onde há um apaziguamento da libido, que poderá ser sublimada ou recalcada.
- adolescência - momento onde os conflitos edificados se acham reativados e intensificados, pois há uma completa maturação dos órgãos genitais. Quando o complexo edipiano não foi entendido, nesta fase pode ocorrer um alto nível de angústia e revolta.

Como vimos, dependendo da intensidade das vivências estabelecidas nestas fases, podem-se constituir acontecimentos traumatizantes, que ficam recalcados no inconsciente, que são a causa das neuroses.

Freud pensou, inicialmente, que o elemento recalcado pudesse ser re-memorado e re-avivasse o desprazer e a angústia internalizados, e a regressão de memória é uma técnica eficiente para se chegar a este conteúdo recalcado.

Em 1987 Freud deu urna reviravolta em seus pensamentos, que foi uma etapa decisiva para a Psicanálise, a ênfase se desloca de um trauma para um acontecimento de realidade psíquica (representação inconsciente).

A realidade psíquica é constituída pelas representações das fantasias vivenciadas por experiências, que são representações de uma experiência real e criações imaginárias.

Estas fantasias imaginárias são promovidas e sustentadas por um desejo libidinal (ou seja, uma fantasia originária).

Freud dá urna explicação filogenética, desloca a realidade do acontecimento de um passado pré-histórico da humanidade, por exemplo a castração, o incesto, que teria sido verdadeiramente praticado em um dado momento da história da humanidade, e a lembrança terrificante dessa prática poderia ter sido transmitido de geração para geração, em nível inconsciente.

O que foi na pré-história uma realidade de fato, teria se tornado uma realidade psíquica hoje.

As fantasias originais não nascem do nada.

Segundo a teoria psicanalítica, elas se fundamentam em impressões e experiências corporais da criança e de suas experiências de relacionamentos exteriores (1°. a mãe e outros).

Essas experiências são interpretadas, modeladas, estruturadas em função de seus desejos.



É a universalidade de certas experiências corporais e da organização libidinal, que se faz a universalidade de certas fantasias.

A representação de meta e a criação imaginária, têm estreita relação com o desejo (viver novamente a experiência originária).

O desejo pode ser definido como um movimento que, partindo-se de uma excitação, visa a revivência de uma imagem, que pode ser a imagem de uma experiência pessoal anterior, ou a imagem da experiência de outrem, com quem queremos parecer ou a quem queremos substituir.

Freud identificou este desejo como um movimento dinâmico e econômico, que mantém o sentido de sobrevivência da humanidade.

O impulso de sobrevivência se dá sob dois aspectos: procriação (sexual) e preservação (agressivo), que, psicanaliticamente, denominou como impulso de vida (Eros, libido) e impulso de morte (Thanatos - agressivo).

São esses impulsos que mantém a sobrevivência da humanidade; as experiências externas vão se ligando num impulso ou noutro, formando a estrutura psíquica.

Se as relações forem favoráveis, predominará o impulso de vida, com as diferentes representações ligadas a um objeto de amor, com suas variáveis vertentes (auto-estima, amor pelo outro, respeito, carinho, compreensão, auto-realização, liberdade, realização sexual, profissional, familiar).

Se as relações forem desfavoráveis, haverá a predominância do impulso de morte, ligados à agressividade com suas diferentes manifestações (ódio, raiva, punição, baixa estima, agressão, não realização sexual, não realização pessoal, não realização profissional).

Como o psiquismo humano procura manter a sobrevivência da espécie, o EGO proteger o sujeito, desenvolve mecanismos para tal.

Estes mecanismos têm a finalidade de manter a sobrevivência, o que faz com que estes conteúdos sejam recalcados, e quando manifestados são distorcidos, camuflados, ou melhor, simbolizados, o que dificulta a compreensão. Dificulta até porque, em nossa infância, passamos por muitos dissabores, mas quando crescemos, passamos a acreditar que esses dissabores, não nós incomodará mais, olhe a sua volta, e veja se tudo que aconteceu em sua infância, não esta te trazendo hoje, alguns bloqueios, limitações, e intimidações....

Por exemplo: um sujeito que teve uma infância muito reprimida, que sofreu traumas, com pais autoritários que colocaram em risco a vida deste sujeito (desamparo), poderão desenvolver uma estrutura ligada ao impulso de morte, isto quer dizer que esta pessoa que teve o pai autoritário, e que se sentiu desamparada, poderá desenvolver uma estrutura onde ela, sozinha, quase nunca conseguirá fazer nada.... precisará sempre de alguém ao seu lado, mesmo que seja para mandar ela fazer o que tem que ser feito....

Se as crenças desta mesma família forem estruturadas em pecado e culpa (pecado sentir - raiva dos pais), o sujeito desenvolverá urna estrutura de amor-ódio-autopunição, que na nossa cultura é a filosofia da Igreja (pecado-culpa-castigo).

Provavelmente, o inconsciente deste sujeito desenvolverá um mecanismo de defesa para manter estes conteúdos recalcados (não posso sentir raiva, se sentir terei que me penitenciar), de tal forma que só poderá ser vivenciado de urna forma deformada (simbolizada), como uma regressão a Vidas Passadas.

Por outro lado, se este sujeito tiver outro movimento, não o de culpa, mas o de querer se libertar disso, ir contra regras pré-estabelecidas por estes pais, poderá ter uma vivência passada de ter sido uma bruxa que foi queimada na fogueira por quebrar regras.

Podemos observar que as vivências de vidas passadas, estão ligadas aos impulsos de vida [amor (guerreiro - curador - pacificador - buscador - herói)] e de morte [agressivo (torturador - vítima - vencido - passivo)].

O EGO utilizará um dos seus mecanismos de defesa para manter inconsciente o conteúdo traumático, possibilitando ao sujeito viver melhor, evitando a revivência da dor mesmo que seja pela manifestação de sintomas.

Esta permeabilidade pode ser intensificada com um estado alterado de consciência, através da técnica de regressão ou outras, o que permite que os conteúdos inconscientes venham à consciência.

Com a alteração da consciência trabalha-se em três tempos no mesmo instante ou seja, vivenciar um momento da vida passada, liberação da energia psíquica para o momento presente e, conseqüentemente, uma nova significação para o futuro.

Vivemos em um dinamismo atemporal, mas como nosso veículo de manifestação física é o EGO, o corpo, a personalidade, percebemos a realidade do ponto de vista do EGO que, para se manter estruturado, permite a percepção somente do que não oferece risco a sua estrutura.

Desta perspectiva ficamos limitados à percepção de um tempo presente, mas o processo é maior, onde passado, presente e futuro existem em um eterno continuo. Assim, ao vivenciarmos estados alterados de consciência, estarmos ampliando a consciência que, gradualmente, vai integrando parte do inconsciente, e percebendo cada vez mais a realidade na qual estamos inseridos.

A Regressão de Memória e Vidas Passadas é um processo que transcende a busca da cura de sintomas físicos ou em provar a reencarnação.

É um processo no qual o sujeito estará entrando em contato com outras realidades psíquicas do inconsciente. O que transcende a percepção ordinária é uma ampliação da consciência de si mesmo, que é o grande objetivo, a grande busca do ser humano no planeta Terra.

A Regressão de Memória e Vidas Passadas permite que vivências dolorosas, que causam doenças, se apresentem como sintomas, o que permite que o psicoterapeuta trabalhe essas manifestações simbólicas recalcadas, dando uma nova e profunda compreensão dos conflitos psicológicos.

"Nas vivências de regressão e vivências passadas, os símbolos se expressam de uma forma teatral. De certa forma é a representação pela mente de um papel, um meio eficiente de enfrentar grandes problemas" .

O que podemos dizer da terapia de regressão de memória e vidas passadas é: - que são evidências de um estado alterado de consciência alcançado por meio de técnicas indutivas:
- que além da consciência existe um universo inconsciente profundo e expressivo, que revela um mundo que pode afetar o bem estar físico e mental do sujeito.
- que possibilita a exploração do universo inconsciente com toda sua simbologia que determina o estilo de vida de cada um, ao qual até então não estávamos expostos:
- que estabelece um mito sobre nós mesmos, e que nos mantém num caminho escolhido, e até explique ao nosso profundo inconsciente porque escolhemos o nosso caminho.

O homem necessita ser, necessita ter uma história para deixar história, ou seja, ser e ser reconhecido pelo outro.

Quando ele não é reconhecido, é porque não foi olhado e nem lhe foi dito o que ele é.

A constituição da neurose então, torna-se inevitável, pois é a busca deste lugar.

Sócrates disse "Conheça-te a ti mesmo", esta é a busca da humanidade, mesmo se for pela formação de sintomas (doenças), que é a compulsão à repetição (tentativa do aparelho psíquico em realizar seus desejos inconscientes).

Na Psicanálise o sujeito para se reconhecer, individualizar, é necessário regredir à momentos anteriores ao seu desenvolvimento, voltar a vivenciar afetivamente suas experiências, dando um novo significado através da relação entre paciente e analista (onde chamamos de transferência), onde o sujeito poderá reviver suas diversas experiências em uma relação diferente daquelas vivenciadas com as figuras parentais. De qualquer forma, é preciso voltar, regredir, para constituir uma história significante. Precisamos ter uma vida de experiências passadas onde fornos olhados, narcisados, onde nos foi dito que somos únicos e importantes para a história, só assim podemos constituir a história da humanidade.

REGRESSÃO DE MEMORIA
ENCONTRAR NO PASSADO A CAUSA DE DISTÚRBIOS ATUAIS É UMA TÉCNICA QUE DESENVOLVE NO PRESENTE A POSSIBILIDADE DE UMA VIDA MAIS EQUILIBRADA.

A REGRESSÂO é uma técnica que possui uma metodologia própria, embasada nos conceitos da Psicanálise e da Hipnose, vindo a aprofundar as teorias psicanalíticas existentes.

Têm como objetivo acessar o inconsciente profundo, promovendo a eliminação de sintomas e bloqueios que interferem prejudicialmente na vida do indivíduo, quer sejam eles de origem somática, emocional, energética ou mental, resultantes de conflitos e traumas provenientes de acontecimentos passados.

Não está de modo algum associada ao ocultismo, a práticas religiosas, adivinhatórias ou parapsicológicas.

A regressão de memória utiliza para trazer à memória o trauma original.

Muito de nossos problemas atuais, tais como fobias e medos irracionais, depressão e falta de energia, problemas sexuais, doenças psicossomáticas (diabetes, úlceras, bulimia, anorexia, obesidade, enxaquecas) epilepsia, problemas de relacionamento familiares, indisposições crônicas, podem ter origem em eventos traumáticos ocorridos em experiências anteriores.

As emoções que geraram esses fatos no passado ficam gravadas em nossa memória inconsciente, e podem estar influenciando positiva ou negativamente a vida atual do paciente.

Esta ação conscientizadora prevê, para sua eficácia, a transformação do indivíduo, tanto no âmbito pessoal como no familiar, o que possibilitará ao paciente, rever seu sistema de crenças e valores.

A Regressão reconhece a existência de um inconsciente que é atemporal (Freud), onde ficam registradas as experiências vividas pelos indivíduos.

Esses fatos não desaparecem da memória, o que possibilita ao paciente explorar memórias primitivas, revivendo experiências e sentimentos significativos.

Esse inconsciente trabalha por meio de uma energia livre, libido, com representação de idéias (conteúdo reprimido) que ao serem catexizadas têm livre acesso ao consciente determinando normas e padrões de condutas dos indivíduos.

Nossas vidas são como uma série de jornadas, e cada jornada começa no útero.

O feto não tem identidade consciente, nem capacidade para decisões independentes.

A mente inconsciente desenvolve estruturas para sustentar as habilidades enquanto o corpo aprende a andar, correr, planejar.

A função consciente é dada ao feto pela mãe como parte do sistema total de apoio que existe até a separação após o nascimento.

Ressentimentos, rejeição e hostilidade em relação aos pais, são problemas que podem ocorrer no período pré-natal e que moldam o comportamento da criança e encontram melhora na terapia, à medida que a recordação desses sentimentos é revivida

Publicado em 11/03/2009 às 10:26 hs, atualizado em 04/09/2012 às 15:00 hs

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